quarta-feira, 21 de março de 2007
É brabo
Enquanto Inglaterra, Alemanha e França, lá pelos idos do século dezenove, promoviam o verdadeiro espetáculo do crescimento, inventando a pilha, o telégrafo, a lâmpada, o rádio, uma versão surpreendente da origem das espécies e milhares de quilômetros de ferrovia, a nossa elite branca, senhora da terra e mãe adotiva da burocracia, mantinha a escravidão e recorria a empréstimos estrangeiros para atender duas grandes prioridades: a organização do exército e da marinha (Uaaauuuu!, como diz um out-door em exposição na cidade). No Brasil do século dezenove, o comprimento da unha do dedo mínimo do cidadão mais ajeitadinho (ver registro histórico no livro “A Capital da Solidão”, de Roberto Pompeu de Toledo) era sinal de status, a prova de que o distinto não botava a mão no batente. Exportávamos commodities que índios e negros se esfolavam para produzir. Isto tem cento e poucos anos. É pouco tempo. Não me surpreendente que ainda tenhamos tanta dificuldade em agregar valor aos nossos produtos e serviços e que ainda tratemos nossos clientes aos gritos (como conta Arthur Bender em seu http://www.blogdoarthurbender.blogspot.com/). “É brabo, mas é queijo,” como diria Teixeirinha.
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Um comentário:
é brabo mesmo.
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