terça-feira, 20 de março de 2007
Silêncio
Depois de duzentos e tantos anos de amor e ódio pela peonada, o empresariado nacional enfrenta o seguinte parodoxo: 10% da população brasileira desempregada e milhares de vagas não-preenchidas por falta de capital humano minimamente qualificado. Gente remunerada em real e formada na escola pública brasileira é incompatível com tralhas cotadas em euro. O problema está na pauta dos principais fóruns empresariais da atualidade, onde convicções são repensadas, procedimentos são revistos e benefícios, rediscutidos. Curioso o silêncio sepulcral dos donos de agências do nosso mercado. Enquanto isso, as faculdades de comunicação proliferam e despejam despreparados nas filas de estágio em quantidades industriais.
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Um comentário:
Me identifiquei muito com o texto:
-sou remunerado em real
-me formei em escolas públicas brasileiras
-fui despejado no mercado por uma faculdade de comunicação e
-last but not least, sou dono de agência!
Sem ter uma posição programática sobre o tema, contribuo lembrando o papel fundamental do talento e da formação individual. Entre essas massas despejadas que citas, é incrível como aparece gente brilhante, preparada... e que vale seu peso em euro.
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