segunda-feira, 26 de março de 2007

O tataravô do marketing III

Em 1877, George Eastman não inventou apenas uma máquina fotográfica barata. Ele inventou o fotógrafo amador e um formidável mercado para seus filmes. Mas, acima de tudo, ele acabou proporcionando a milhões de pessoas, por preços bastante convidativos, o prazer de registrar flagrantes, os bons momentos de suas vidas. Em 1914, a Harvard Business School oferecia cursos de marketing com o objetivo de consolidar a idéia de que empresas existem para entender e atender mercados. Por volta de 1950, o marketing chegava ao Brasil, des'pasito. Durante muito tempo, pronunciamos mal o seu nome e o confundimos com publicidade, propaganda ou com as duas coisas. Logo ao primeiro sinal de problemas na economia do país, interrompíamos sua utilização (ainda hoje fazemos isto) como medida de segurança. Nossas reservas de mercado (informática) e o Estado, sócio indesejado e paizão intrusivo, fez com que demorássemos para aprender seus fundamentos. A maioria de nossas empresas não entende e não atende o mercado. Devíamos ler e reler os sábios conselhos do vô Adam.

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