quinta-feira, 12 de abril de 2007

Certas canções - Final



"Certas canções que ouço / cabem tão dentro de mim / que perguntar carece / Como não fui eu que fiz." (Milton Nascimento)

Saímos da Sociedade Libanesa, João Paulo Dias (o Jopa) e eu, e caminhamos três ou quatro quadras na direção do condomínio onde ele mora. No caminho falamos pelos cotovelos sobre o novo. A palestra de Júlio validou muitas de nossas crenças sobre o presente e o futuro do negócio da propaganda. Lembrei da canção de Milton Nascimento, em especial, do verso que transcrevi em todos os postes anteriores, enquanto ardíamos sob um sol inclemente, que encharcou a minha camisa numa fração de segundos. Depois, acomodados em dois confortáveis sofás, derrubamos meio litro de Coca Light bem gelada e trocamos algumas impressões sobre o medo do novo com o qual Júlio Ribeiro iniciara a palestra. Me queixei do conservadorismo dos gaúchos e da necessidade do RS um dia deitar no divã. Jopa tem uma visão menos “catastrófica” da influência do sobrepeso das nossas origens e formação cultural sobre o jeito gaúcho de tocar os negócios. O tema merece um debate com as presenças de empresários, psiquiatras (temos alguns dos melhores do mundo), estudantes, consumidores, publicitários. Não tenho a menor dúvida de que Jopa e eu avançaríamos pelo resto da tarde, especulando, inventando e catando o novo. Nossas agendas daquela quarta-feira nos obrigaram a adiar a investigação. Chamei um táxi. Segue o baile.

5 comentários:

Geraldo Barboza disse...

Com certeza foi muito proveitoso. Tive ainda alguns "quilometros" de palestra individual até o aeroporto na companhia dele. Sempre é muito bom ouvir o Júlio Ribeiro, sua vivacidade e sua inteligência são marcantes. Como te falei na palestra, te indico aquele livro da Editora Senac que foi escrito por ele, mais o José Eustáchio e o pessoal da Talent.

Geraldo Barboza disse...

Ah meu amigo Marco, faltarão divãs para esta discussão...

Anônimo disse...

grande idéia levar o rio grande pro divã e este comentário não tem ironia.

Anônimo disse...

Em relação ao conservadorismo dos gaúchos, em todos os âmbitos, não me canso de combatê-lo e de criticá-lo, no que ele tem de pior. O problema é que a maioria de nós, gaúchos (eu fora; mais uma meia dúzia também), SE ORGULHA disso. Essa idéia do divã é perfeita. Parafraseando o Woody Allen (frase dita em relação aos Estados Unidos): "Este é um Estado que forma grandes médicos...e grandes DOENTES."

Anônimo disse...

Este comentário tem, sim, ironia. Ao contrário do anônimo.